Investi algum tempo vendo vídeos e até lendo algumas coisas e fiquei feliz e preocupado ao mesmo tempo. Feliz porque, mesmo sendo uma teoria originalmente descrita em 1920, ainda desperte interesse de muita gente, mas preocupado, porque a teoria está sendo deturpada e, pior, tem sido descolada do seu conceito original. A teoria dos tipos não é fechada em si, ela compõe um todo no universo da Psicologia Analítica, desenvolvida por Carl Gustav Jung.


Mas para não fazer parte de mais um grupo do grupo de críticos, reclamões e comentaristas de Facebook, resolvi oferecer alguma contribuição, levando em conta minhas experiências e formações em Tipos Psicológicos e Psicologia Analítica.


Como farei?


Primeiramente, partindo do livro “Nós, os guardiões”, um livro escrito pelos Analistas Junguianos, Ermelinda Ganem Fernandes e Francisco Antonio Pereira Fialho, desenvolvi um inventário tipológico, que analisa seu estilo comportamental. Você pode acessá-lo clicando aqui.


Ele não substitui inventários cientificamente desenvolvidos, como o MBTI ou o Quati, mas posso assegurar que os resultados são descritos com maior rigor e respeito pela teoria se comparado a outros inventários gratuitos da Web.


Em segundo lugar, desenvolvi uma série de vídeos, em que exploro com maior profundidade as características dos tipos. Nos diversos vídeos explico a teoria e o significado de cada uma das palavras utilizadas para descrever os tipos psicológicos (extroversão, introversão, pensamento, sentimento, sensação, intuição, percepção e julgamento). Você pode acessar a playlist no YouTube clicando aqui.


Mas antes de ir para os vídeos...


Gostaria de fazer uma breve explicação do que os tipos não são, mas que muita gente explica mal.


1. Não tem tipo psicológico melhor ou pior. Ele é só um descritivo da sua preferência psicológica que, naturalmente, carregam em si virtudes e defeitos.


2. Tipo psicológico não é personalidade. Personalidade é algum muito mais amplo que tipo psicológico.


3. Extroversão não tem a ver com “comunicativo” ou “falante”. Aliás, a palavra “comunicativo” é uma das mais mal empregadas que vejo no meu dia a dia, mas isso é assunto para outro texto.


4. Introversão não é sinônimo de timidez assim como ser introvertido não é ruim – aliás precisamos valorizar mais a introversão. Veja este vídeo do TED Talks.


5. Tipo pensamento não é ser racional – porque o tipo sentimento também é racional (vide explicações nos vídeos).


6. Tipo sentimento não é gente emotiva. Qualquer um pode ser emotivo.


7. Tipos não são profecias registradas em pedra. Você pode fazer diferente do que sempre fez ou faz, sem deixar de ter as virtudes naturais do seu tipo.


8. Seu tipo não deve servir como desculpas para comportamentos desajustados. Não saia por aí falando, por exemplo, “eu sou muito N” (tipo Intuição), como se isso justificasse suas ações, confusas ou não. Isso, além de tecnicamente errado, soa infantil (especialmente em espaços corporativos).


9. Deselegância e grosseria são ruins sempre. Não importa qual seja seu tipo, ex: “Sou tipo pensamento, por isso sou muito objetivo e as pessoas me acham grosseiro.” – não, provavelmente você só é grosso mesmo.


10. A teoria dos tipos não é de Myers e Briggs. Foi desenvolvida pro Carl Gustav Jung, mas com contribuições importantes posteriores de Myers, Briggs e Kersey.


Agora faça sua avaliação e corra para a série de vídeos!


Um abraço,

Rafael